Cirurgia Pediátrica

temas relacionados à cirurgia de crianças e adolescentes

26/3/10

Criptorquia(testiculo não descido)

ausência do testiculo esquerdo na bolsa escrotal

ausência do testiculo esquerdo na bolsa escrotal

 
 

 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

Criptorquia (testículo não descido)

O diagnóstico da criptorquidia é feito eminentemente pelo exame clinico, tentando identificar através da palpação se há ausência do testículos na região escrotal e se são palpáveis no canal inguinal. O que devemos ter a certeza é se o testículo fica espontaneamente no escroto ou não .Se num recém-nascido (pricipalmente em prematuros )o testículo é identificado fora do escroto, no canal inguinal (virilha) por exemplo, ele deverá ser re-avaliado em 3 meses. Se permanecer ainda fora do escroto, ele poderá receber o diagnótico de testículo não descido ou críptico. 

 

Aproximadamente 70 a 77% dos testículos crípticos irão descer espontaneamente,usualmente até os 3 meses de vida.

Se o testículo descer até um ano de idade, mesmo assim ele deverá continuar sob supervisão do médico, pois ainda existe um pequeno risco deste testículo reascender em direção ao canal inguinal mais tarde na infância (criptorquia adquirida).

O testículo retrátil é outra condição que corresponde a um hiperreflexo do músculo cremáster a manobras (valsava,tosse,riso e estímulo frio na pele da região inguinal) retirando o testículo temporariamente do escroto; alguns autores consideram uma condição de risco para torção do testículo, indicando tratamento cirúrgico após os 5 anos.

Alguns autores ainda utilizam a hormonioterapia com hCG (Gonatrofina Coriônica Humana) , com sucesso variável de 10 a 50% nos trabalhos publicados, e alguns efeitos colaterais indesejáveis.

Nossa recomendação é o tratamento cirúrgico entre 6-18-meses, sendo preferida ao redor de 1 ano de vida. A cirurgia é mais ou menos trabalhosa dependendo da altura do testículo críptico, geralmente é corrigida uma hérnia inguinal associada em 80% dos casos; a anestesia é geral e local, a incisão é através de uma inguinotomia, e a alta hospitalar ocorre no mesmo dia da cirurgia.

O testículo críptico é mais suscetível a tumores malignos , infertilidade e torção, daí a necessidade de avaliação pelo especialista e na idade adequada.

Nos casos de testículo não palpável no canal inguinal (intra-abdominal, agenesia ou pacientes muito obesos) podemos recorrer a ultrassonografia para avaliar o testículo críptico e à videolaparoscopia (orquiopexia laparoscópica) para a cirurgia do testículo intra-abdominal.
Dr. Rodrigo Romualdo Pereira  CRM27163
Cirurgião Pediátrico do Hospital Infantil São Camilo

 

 
 
 

 
 

 
 
 
 
 
 
 

 

criado por rodtina    20:12:59 — Arquivado em: Dúvidas frequentes — Tags:
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